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Scoliosis Research Society
SRS: Scoliosis Research Society

Scoliosis Research Society

Dedicado ao ótimo atendimento de pacientes com deformidade da coluna vertebral

Escoliose de início Precoce

Tratamento Cirúrgico

Cirurgias que Preservam o Crescimento

Dispositivos de Distração

Os Dispositivos de Distração incluem os implantes que controlam a deformidade distraindo a coluna, enquanto permitem que a coluna cresça até atingir a altura apropriada para uma solução definitiva, como a artrodese. Existem vários tipos diferentes de sistemas distração posterior. As hastes são alongadas periodicamente em procedimentos relativamente pequenos, geralmente a cada seis meses.

As “Growing rods” (hastes de crescimento) são sistemas de implante onde a escoliose é presa por uma ou duas hastes sob a pele para evitar lesar as estruturas responsáveis pelo crescimento da coluna. Estas hastes são presas à coluna acima e abaixo da curva com ganchos e parafusos nos extremos das hastes (Figura 8). Uma artrodese curta é realizada nos locais onde as hastes são presas à coluna. Em geral, consegue-se cerca de 50% de correção da curva no procedimento inicial. Após este procedimento inicial, o paciente usa um colete por alguns meses. A criança então retorna a cada seis meses para “alongar” as hastes, até que a criança se aproxime do final do crescimento. Estes alongamentos são procedimentos realizados através de incisões pequenas e o paciente geralmente não necessita permanecer internado no hospital. Quando a criança se aproximar do final do seu crescimento, seu médico removerá os implantes e realizará uma artrodese definitiva. No passado, este procedimento apresentava uma taxa de complicações muito elevada, geralmente relacionadas ao implante (soltura de gancho, quebra da haste). Técnicas mais modernas são mais promissoras, porém o tratamento com as “growing rods” permanence sendo longo e difícil para a criança.

Figure 8

Figura 8 – “Growing Rods” são dispositivos que se apoiam na coluna vertebral e controlam a deformidade através de uma ou duas hastes subcutâneas sem lesar as estruturas responsáveis pelo crescimento da coluna. As hastes são presas à coluna, acima e abaixo da curva, nos seus extremos, com ganchos ou parafusos.

Os sistemas com apoio nas costelas, como o VEPTR (Vertical Expandable Prosthetic Titanium Rib), são utilizados para o tratamento da Síndrome da Insuficiência Torácica (TIS) em crianças. A TIS geralmente está associada a deformidades tridimensionais da coluna e costelas. Várias técnicas cirúrgicas de toracoplastia podem ser utilizadas para os diferentes tipos de deformidades com o objetivo de aumentar o volume torácico e simultaneamente controlar e corrigir a escoliose sem fazer a artrodese da coluna. Pode ser uma cirurgia de grande porte. Implantes são presos nas costelas por baixo da scapula estendendo-se inferiormente para outra costela, coluna ou para a asa do ilíaco (Figura 9). O implante estabiliza a toracoplastia de expansão realizada. Para acompanhar o crescimento do paciente, estes dispositivos são alongados duas vezes ao ano através de pequenas incisões, sem necessitar internação. Atualmente, poucas instituições realizam este tipo de cirurgia. O seu médico pode lhe aconselhar se o seu filho(a) tem indicação para este tipo de tratamento e encaminhar para os serviços que o realizam, se necessário. Alguns centros usando estes sistemas como uma forma de corrigir indiretamente a coluna através das costelas e da parede torácica.

Figure 9

Figura 9 – Dispositivo de apoio nas costelas que passa por baixo da scapula e prende-se nas costelas na parte de cima (perto do pescoço) e para baixo pode-se prender nas costelas, na coluna ou no iíaco (na região da cintura). Este é um exemplo de implante costela-costela e costela-coluna.

Hastes de Crescimento Híbridas

É uma tecnologia nova que utiliza os princípios das “growing rods”. Aqui, as costelas, e não a coluna, são utilizadas como âncoras superiormente. Assim, evita-se a artrodese na região superior da coluna.

Hastes de Crescimento Controladas Magneticamente

As hastes de crescimento atualmente são o método mais utilizado de dispositivos de distração da coluna que, além da vantagem de não interferir no crescimento normal da coluna, possui ainda o potencial de estimular o crescimento além da taxa de crescimento normal. No entanto, esta técnica requer cirurgias frequentes para o alongamento das hastes a medida que a coluna cresce e para manter a correção da escoliose. Múltiplas cirurgias, sendo a maioria através da mesma incisão, predispõem à infecção e outros problemas cicatrização da pele. Complicações relacionadas aos implantes são as mais frequentes, incluindo desde quebra da haste, soltura da âncora (gancho ou parafuso) ou proeminência dos implantes sob a pele, que podem causar feridas ou até mesmo infecção. Entre as complicações relacionadas aos implantes, as quebras de haste são as mais comuns.

A idéia de realizar múltiplos alongamentos sem precisar de anestesia e cirurgia surgiu da necessidade de se tentar diminuir o grande número de complicações relacionadas às repetidas cirurgias. Estes aparelhos permitem o realizar o alongamento da haste no consultório do próprio médico. É composto por uma haste implantada no paciente, um controle remoto externo (ERC) e acessórios. A haste de titaneo implantada no paciente inclui um dispositivo no seu interior que possui um magneto. Este magneto é girado a distância pelo ERC, fazendo que a haste seja alongada ou encurtada. A haste é implantada e fixada na coluna com âncoras convencionais, como ganchos e parafusos pediculares, nos seus extremos. As hastes magnéticas tem sido utilizadas em países fora dos Estados Unidos e seus resultados preliminaries tem mostrado uma diminuição no número de complicações, internações e custo, além de diminuir a ansiedade das crianças e seus pais. Estes implantes tem sido utilizados tanto em casos de escoliose idiopática (Figura 10) como em escoliose neuromuscular.

Figure 10

Figura 10 – Haste de Crescimento Controlada Magneticamente (MCGR) num paciente com escoliose idiopática de início precoce.